Um em cada quatro adolescentes sofre bullying: psicóloga da Hapvida ensina a identificar quando a exclusão social exige

Após pronunciamento do influenciador Felca viralizar ao expor fobia social causada por bullying, especialista da Hapvida alerta para impacto relacional na saúde mental dos adolescentes

Publiciado em 23/10/2026 as 09:25


Após pronunciamento do influenciador Felca viralizar ao expor fobia social causada por bullying, especialista da Hapvida alerta para impacto relacional na saúde mental dos adolescentes

 O pronunciamento do influenciador Felca trouxe à tona um debate urgente sobre saúde mental. Ao expor seu laudo de fobia social decorrente de anos de bullying sofrido na infância e adolescência, ele deu rosto a uma violência silenciosa que afeta um em cada quatro
adolescentes no Brasil, segundo o IBGE.

Para a psicóloga Irenilza Moura, da Hapvida, esse comportamento não pode ser banalizado e precisa ser compreendido como violência. “O bullying não é brincadeira, é uma violência psicológica e social. Ele envolve comportamentos agressivos, repetitivos e uma assimetria de poder entre quem agride e quem sofre. Seja por apelidos, exclusão de grupos ou agressões virtuais, qualquer uma dessas condutas gera um sofrimento emocional significativo", alerta a especialista.

"O que mais machuca não é o apelido, nem a agressão física, mas sim o isolamento. Você se torna tão invisível que as pessoas falam mal de você do seu lado, como se você não existisse", relatou Felca — sintetizando a essência do bullying relacional, também conhecido
como violência psicológica passiva ou ostracismo social.

Diferente da violência direta, o bullying relacional age nas entrelinhas. Ele se consolida quando alguém é sistematicamente excluído de grupos de mensagens, trabalhos escolares, festas ou passeios. Manifesta-se no tratamento de silêncio, na linguagem corporal de desprezo (bufar, revirar os olhos) e em campanhas de difamação veladas.

Um estudo do King’s College London aponta que vítimas de bullying têm risco três vezes maior de desenvolver ansiedade, depressão e ideação suicida. A neurociência explica: o cérebro processa a dor da exclusão na mesma região da dor física.


Quando procurar ajuda profissional?

"A pessoa que sofre bullying pode se isolar completamente. Crianças, por exemplo, às vezes não sabem expressar o que sentem, mas dizem: 'Mamãe, estou com dor de barriga, não quero ir para a escola'. Essa somatização expressa a ansiedade e o medo. Mudanças repentinas
de comportamento, queda no rendimento, distúrbios do sono e recusa em ir à escola são sinais de alerta. É neste momento que a família deve procurar ajuda psicológica imediata", destaca Irenilza.

Para a especialista, o enfrentamento exige aliança entre família e escola. "É muito importante ouvir a criança sem julgamentos e investigar o que está acontecendo. Não podemos minimizar dizendo que 'é coisa da idade'. Se há agressão ou violência, nós temos
o dever de intervir”, ressalta.

"Prevenir o bullying é ensinar empatia e responsabilidade. Também é essencial orientar as testemunhas a buscarem ajuda. Quem presencia o sofrimento do outro não deve se calar: precisa avisar a coordenação, a direção e se posicionar para interromper o ciclo
de violência", conclui a psicóloga.

Identificar e registrar os episódios anotando datas, relatos e guardando mensagens é indispensável para formalizar denúncias. Violência psicológica é dor real e exige acolhimento, cuidado e acompanhamento profissional especializado.


Sobre o Grupo Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente
voltados ao cuidado preventivo e crônico.

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Publicidade

Publicidade