Uma nova vida: Hospital Gabriel Soares alia estrutura e acolhimento humano para fortalecer rede de transplantes em Sergi
Referência em Aracaju, unidade da Hapvida é credenciada desde 2024 para captação de órgãos e atua com o SUS em processo que une técnica e sensibilidade

Por trás de cada procedimento de captação de órgãos existe uma história de despedida. E é justamente nesse intervalo entre a dor da perda e a esperança de uma nova vida que o Hospital Gabriel Soares, em Aracaju, tem feito a diferença para a rede de transplantes de Sergipe e do Brasil.
Credenciado desde 2024, o hospital Gabriel Soares é um dos 25 hospitais habilitados para esse procedimento atuando em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) estadual.
O trabalho tem sido exitoso. Somente em 2025, a unidade realizou três captações de órgãos. A mais recente aconteceu em agosto, com captação de rins e fígado, destinada a pacientes que aguardavam na fila de transplante.
Processo de Captação
Quem detalha essa engrenagem que une técnica e emoção é o enfermeiro Juraci Neves, coordenador do centro cirúrgico e presidente da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos.
Segundo ele, o processo começa quando for constatada morte encefálica no paciente. A equipe do hospital é responsável por fazer todos os testes previstos em protocolo para confirmar e evidenciar o diagnóstico.
“Quando o paciente tem morte encefálica confirmada, o hospital faz todos os testes para evidenciar o diagnóstico. Após a confirmação, a gente entra em contato com a OPO (Organização de Procura de Órgãos).
É nessa etapa que acontece o acolhimento da família,” explica. O coordenador complementa explicando a importância dessa etapa para o sucesso da captação. "Esse diálogo explica detalhadamente o que está acontecendo para que a família doadora se sinta segura”, afirma.
“É um momento de difícil compreensão: o coração ainda bate, os aparelhos mostram vida, mas a pessoa amada já partiu. Só após essa escuta, com respeito e com o consentimento da família, é que a parte técnica avança. Com a autorização da família, uma força-tarefa multiprofissional é montada com médicos, enfermeiros, instrumentadores, anestesistas e toda a equipe acionada pela central de transplantes. O paciente é levado ao centro cirúrgico, onde a captação é realizada,” complementa.
Fila regulada pelo SUS
Depois que é feita a captação no centro cirúrgico, o destino dos órgãos é definido de acordo com a lista de espera. Podendo permanecer em Sergipe ou podem ir para outro Estado. “É preciso deixar claro que esses órgãos captados não ficam no hospital e não são direcionados pelo hospital. Todo o destino é definido pela fila única nacional do SUS”, detalha Juraci.
O papel estratégico dos hospitais notificantes é reforçado pelo coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez. Segundo ele, sem esses hospitais o processo não acontece, e o Gabriel Soares é destaque nesse cenário.
“O doador é a mola propulsora e sem ele não há transplante. O Hospital Gabriel Soares tem sido um parceiro de referência aqui em Sergipe na identificação, no acolhimento da família e na manutenção dos órgãos, organizando toda a logística interna para que a captação aconteça junto com a OPO", explica o coordenador.
"É importante que todos nós conversemos com os nossos familiares sobre o desejo de sermos doadores, pois qualquer pessoa pode precisar de um transplante, do mesmo jeito que qualquer um pode ser um doador”, complementa Benito.
Uma nova vida
Para a equipe multidisciplinar que participa de cada procedimento, o sentimento a cada conquista é de gratidão. É a união de alta complexidade, estrutura e um olhar profundamente humano, transformando um gesto de amor em meio ao luto em uma nova chance de viver para quem aguarda.
“É um trabalho que nos traz muita felicidade, porque, diante de um momento tão delicado como o fim de uma vida, conseguimos atuar de maneira respeitosa e oferecer a oportunidade de que outras pessoas tenham uma nova chance por meio do transplante. Um fígado pode beneficiar outra pessoa, assim como um rim ou outro órgão. Saber que esse processo pode transformar vidas aquece muito o nosso coração" conclui Juraci Neves, coordenador do centro cirúrgico.
Sobre a Hapvida
Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes
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