Veja primeiras imagens do data center do TikTok após início da montagem
Movimentação intensa de trabalhadores e alto fluxo de veículos são destaque.

Operários, caminhões e máquinas dominam o vasto terreno onde está sendo construído o Data Center Pecém, o maior centro de processamento de dados do Brasil e o primeiro da ByteDance, dona do TikTok, na América Latina.
O Diário do Nordeste esteve no local na manhã dessa quarta-feira (20) e constatou o avanço das obras após o início da fase de montagem da estrutura.
Pouco a pouco se tornam visíveis os contornos do empreendimento: galpões já erguidos, máquinas como guindastes e tratores em movimentação constante, seja no vasto espaço dedicado à terraplanagem, seja na estrutura predial de um galpão em construção.
"Já temos alguns espaços cobertos, então já começa a tomar forma de um edifício. O que temos praticamente terminado é a montagem do pré-moldado da primeira sala", declarou o CEO da Omnia Data Centers, Rodrigo Abreu, em entrevista anterior ao Diário do Nordeste.
O empreendimento fica localizado no entroncamento das rodovias CE-085 (também chamada de Via Estruturante) e CE-348, no município de Caucaia, em uma das áreas da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Na entrada da CE-348, no sentido Caucaia–Taíba, já é perceptível o grande fluxo gerado pelas obras.
Caminhões com cargas variadas, como cimento, brita e instalações sanitárias, aguardam em fila no acostamento da rodovia, à espera de autorização para acessar o canteiro.
Obras e cronograma
De acordo com a Omnia, "as obras seguem conforme o cronograma previsto e encontram-se atualmente em fase de implantação da infraestrutura inicial do empreendimento. Os trabalhos incluem atividades de terraplanagem, fundações e início da instalação dos primeiros elementos pré-moldados, além da evolução das frentes necessárias para a implantação do campus".
A estrutura inicial do data center deve ser concluída até o fim deste ano. O início da operação comercial está previsto para o terceiro trimestre de 2027, ou nos termos oficiais da empresa, "o segundo semestre de 2027, de forma faseada, acompanhando a conclusão e entrada em funcionamento das estruturas previstas nesta etapa do projeto".
O empreendimento conta atualmente com mais de 700 trabalhadores, dos quais cerca de 65% são profissionais do Ceará. A expectativa da Omnia é mobilizar cerca de 3.800 trabalhadores ao longo das obras e gerar 400 empregos na operação.
Estrutura e capacidade
O projeto foi desenhado de acordo com as necessidades da ByteDance, que investiu mais de R$ 200 bilhões no empreendimento. O data center será construído em um terreno de aproximadamente 68 hectares e contará com 20 data halls (como são chamadas as salas que abrigam os equipamentos de tecnologia), divididos em dois edifícios. A capacidade inicial é de 200 megawatts (MW) de processamento, totalmente contratada pela ByteDance.
Para abastecer a planta, serão necessários 300 MW de energia eólica, fornecidos pela Casa dos Ventos a partir de dois parques de turbinas no Ceará e um no Piauí, segundo acordo de R$ 10 bilhões assinado nesta semana entre a empresa de energias renováveis e a Omnia.
Valores já executados ou o detalhamento dos investimentos por etapa não são divulgados pela empresa.
Equipamentos virão da China
Para abastecer a planta com servidores, racks e componentes tecnológicos, que exigem controle de temperatura entre 15°C e 25°C, o Ceará deve receber aviões cargueiros vindos da China a partir de abril de 2027, com previsão de 15 voos mensais. Estruturas maiores e menos sensíveis chegarão pelo Porto do Pecém. Questionada, a Omnia informou que "não comenta, neste momento, detalhes específicos sobre o transporte de equipamentos associados ao empreendimento".
Fonte: Diário do Nordeste
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